Foi aprovado na tarde desta terça-feira (12), o projeto de lei que obriga hospitais e maternidades públicas e privadas a prestar, aos pais e responsáveis, treinamento de primeiros socorros em casos de engasgamento, aspiração de corpo estranho, asfixia e prevenção de morte súbita de recém-nascido.
As orientações, assim como a capacitação, vão ser ministradas antes da alta do recém-nascido por enfermeiras ou outros profissionais indicados pela unidade de saúde. A participação dos pais ou responsáveis nesses treinamentos será obrigatória. Os hospitais e maternidades deverão informar aos pais sobre a existência e disponibilidade do curso assim que estes ingressarem na unidade de saúde ou mesmo durante o acompanhamento pré-natal.
“Levantamos uma estatística: falecem quinze crianças engasgadas por dia no país, segundo dados da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria). Pedimos que as pessoas saiam do hospital já com uma pequena noção das manobras que salvam vidas. Então, em caso de asfixia, o pai e a mãe, mesmo tensos ou nervosos, poderão prestar os primeiros socorros ao filho. Até a Polícia Militar ou os bombeiros chegarem, os próprios pais já podem tomar as atitudes. É um curso rapidinho e que vai ser muito útil à nossa cidade”, afirmou Della Motta, autor do projeto.