Membros do comitê municipal de enfrentamento ao novo coronavírus, estiveram na manhã desta terça-feira (30), na Câmara Municipal para realizar esclarecimentos para os vereadores. O médico da Vigilância Epidemiológica Homero Rosa Júnior, e o também médico Adriano Moura, foram os representantes do comitê e apresentaram um panorama do combate à pandemia na cidade.
“Estamos caminhando para o pico máximo de casos e até óbitos. E Franca está em desvantagem com relação a casos graves, porque temos leitos insuficientes para o pior cenário possível. Temos um décimo dos casos de Ribeirão Preto. Por um lado, é bom que estamos sem gravidade, mas, por outro, [o cenário] despreocupa a população. Muitos ainda não estão usando máscaras quando saem”, afirmou Homero.
O médico destacou ainda que a situação epidemiológica de Franca é “extremamente confortável” se comparada a Ribeirão Preto. A primeira apresentou oito óbitos; a última, 144. Mas ele alertou que a situação deverá piorar.
O médico também informou que os testes rápidos para covid-19 têm pouca valia (“Investir neles seria gastar dinheiro fora”, disse) e que exames já foram feitos nos profissionais de saúde e grupos de risco em prontos-socorros, UPA (Unidade de Pronto Atendimento), UBSs (Unidades Básica de Saúde), Santa Casa e asilos. Segundo Homero, há a possibilidade de vacina para o vírus no final deste ano ou no primeiro semestre de 2021. Para ele, é possível conciliar atividades econômicas com a pandemia, desde que a população siga as medidas de proteção.
Os profissionais da saúde responderam perguntas dos parlamentares Carlinho Petrópolis Farmácia (PL), Corrêa Neves Jr. (PSD), Adérmis Marini (PSDB), Pastor Palamoni, Marco Garcia (Cidadania), Pastor Otávio Pinheiro (PTB), Ilton Ferreira (PL), Claudinei da Rocha (MDB) e Nirley de Souza (PP).
Homero ainda explicou que o comitê não é gestor, e sim de enfrentamento:
“É um centro que bola estratégias de controle da doença. O foco, atualmente, deve ser em investir nas capacidades das nossas UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) públicas”.