A Diocese de Franca publicou um decreto com as regras para a retomada das missas com a presença de fieis. Uma série de medidas sanitárias foram publicadas, todas para combater o risco de contágio pelo novo coronavírus. A principal delas é a que determina que apenas 20% da capacidade das igrejas poderão ser usadas. O decreto tem validade até o dia 15 de junho, podendo inclusive ser revogado.
Pelo texto, a presença dos fiéis será organizada durante a semana nos escritórios paroquiais, para evitar possíveis aglomerações nas portas. Os lugares devem ser demarcados para manter o distanciamento de uma pessoa a outra, de pelo menos dois metros, seja pela frente como também atrás e nas laterais. O ambiente dos templos deve estar limpo, higienizado e ventilado. “Este cuidado deve ser contínuo, cumprido mormente após o término de cada Celebração, utilizando álcool 70% ou hipoclorito de sódio (água sanitária). As portas devem permanecer abertas e, caso o ar condicionado estiver ligado, seja usado na função ventilador”.
Ainda segundo o documento publicado, deve ser garantido e exigido aos fiéis o uso do álcool 70% na entrada, no momento das ofertas que serão recolhidas exclusivamente por meio de caixas de coleta fixas, na comunhão seguindo a distância mínima de dois metros e no momento da saída. Será obrigatório o uso de máscaras durante as celebrações.
“Não se deve promover ou estimular cumprimentos, toques ou abraços. Essa prevenção também se atribui às imagens sacras, as quais devem estar separadas dos fiéis por meio de uma barreira física de, no mínimo, 1,5 metros”, publicou a Diocese.
Grupo de risco
Em um dos trechos do decreto que foi publicado, a Diocese de Franca determina que “são dispensadas de participar das missas as pessoas dos grupos de risco ou que possuam qualquer outra comorbidade. Essas pessoas continuam acompanhando as missas pelos meios de comunicação, cumprindo assim o preceito estipulado pelo cânon 1247, do Código de Direito Canônico”. O grupo de risco segundo o Ministério da Saúde, é composto por pessoas com mais de 60 anos e com doenças crônicas.
“Pedimos aos presbíteros, diáconos e fiéis a compreensão, o discernimento e a acolhida desses passos que estão sendo dados, colaborando com as autoridades competentes, a fim de se evitar a proliferação do vírus em nossas comunidades e municípios. Continuemos com a nossa disciplina, com equilíbrio e responsabilidade, bom senso e obediência às regras sanitárias, orientações e decisões para o nosso bem, preservando a vida como compromisso, nosso dom mais precioso”, finalizou o decreto.