A Delegacia de Investigações Gerais de Franca (DIG), realizou na manhã de hoje (12), a reconstituição do assssinato de Jéssica Carloni, de 28 anos, que foi registrado no último dia 2 de fevereiro. Investigadores da DIG, peritos do Instituto de Criminalística de Franca (IC) e cinco testemunhas participaram da reconstituição, que foi realizada na chácara onde o crime foi registrado. O autor do assassinato, Antônio Sérgio Rodrigues, o Buiú, não participou, porque de acordo com a Civil a presença dele poderia inibir as testemunhas.
Segundo o delegado Márcio Murari, que está a frente das investigações do feminicídio, uma amiga da vítima passou mal durante a reconstituição. Foi constatado que Jéssica foi atacada pelas costas, sem a mínima chance de defesa. Testemunhas contaram ainda que tentaram intervir, mas que foram ameaçadas por Buiú que estava descontrolado e violento.
Laudo
A DIG teve acesso ao laudo da morte de Jéssica Carloni, que constatou que a vítima foi atingida por 35 facadas. Ela tinha ferimentos no tórax, nos braços, no pescoço e nas costas. Esse laudo foi anexado ao Inquérito Policial, que será encerrado nesta semana, junto com a reconstituição que foi realizada para sanar as dúvidas a cerca do crime.
Foi no dia 2 de fevereiro que Jéssica Carloni foi brutalmente assassinada pelo ex-marido dela, Antônio Sérgio Rodrigues, de 32 anos. Ela estava em uma festa no Residencial Zanetti, na zona sul da cidade, quando Buiú chegou até o local por volta das 17h10.
A mulher foi atacada pelas costas e depois golpeada com 35 facadas. Outras pessoas que estavam na festa correram e Jéssica morreu antes de ser socorrida. Buiú foi preso horas depois nas imediações da Apae, ele confessou o crime e foi recolhido ao sistema prisional de Franca.
Amigos e familiares de Jéssica contaram que eles foram casados por 9 anos, mas que há cerca de um ano eles terminaram o relacionamento, mas Buiú não aceitava o fim. Em outubro do ano passado ele chegou a tentar atropelar Jéssica, que estava em uma motocicleta com uma amiga dela. A vítima tinha inclusive uma medida protetiva contra o criminoso.
A DIG já pediu a manutenção da prisão preventiva de Antônio, para que ele aguarde o julgamento preso.