Por Pedro Maia
Editor-chefe
Os funcionários da Caixa Econômica Federal de Franca e Região se reuniram na manhã desta quarta-feira, 23, em mais uma manifestação após ser deflagrada a greve no último dia 10 de setembro. O entrave das negociações entre o Sindicato dos Bancários e o próprio banco está no Saúde Caixa, o plano de saúde da entidade.
Os trabalhadores presentes no ato, ocorrido defronte à unidade da Rua Monsenhor Rosa, no Centro, trajaram-se de vestes pretas e protestaram de maneira pacífica. Na segunda-feira, 21, uma assembleia foi realizada após uma nova proposta da entidade. A votação, que aconteceu de forma online, teve 135 rejeições (82,82%) ante 24 aprovações (14,72%) e quatro abstenções (2,45%), mantendo a continuidade da greve.
O que a Caixa colocou na nova proposta?
De acordo com o CONTEC (Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito), a Caixa propõe elevar, a partir de 2027, o limite de participação da empresa – no plano de saúde – dos atuais 6,5% para 9% da folha de pagamento. O plano também permanece no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), com preservação do pacto intergeracional e do modelo solidário, sem diferenciação das mensalidades de acordo com a idade dos beneficiários.
Os empregados destacam que há muito tempo sofrem com o alto custo do plano de saúde, tendo muitos já optado por se desligarem dele, pois não suportam o elevado valor da mensalidade. Atualmente, a contribuição do titular é de 3,5% sobre a remuneração-base, sendo R$ 480 para dependentes diretos. O mesmo valor também é aplicado aos dependentes indiretos.
No modelo previsto para vigorar a partir de janeiro de 2027, a contribuição do titular subiria mais 0,2% da remuneração-base e, os dependentes diretos, teriam mensalidade de R$ 560. Para os outros grupos, a proposta estabelece mensalidade de R$ 660 a dependentes indiretos e filhos entre 21 e 24 anos, além de R$ 900 para filhos de 24 a 27 anos e pais e mães que permaneçam vinculados ao plano.
Sindicato dos Bancários
De acordo com o Sindicato dos Bancários de Franca, a rejeição à proposta é mais uma resposta do funcionalismo da Caixa à intransigência do banco, “que insiste em jogar para os empregados um modelo de custeio cujos valores estão muito aquém do que esperam os beneficiários do plano de saúde”.