Por Pedro Maia
Editor-chefe
As agências da Caixa Econômica Federal, em Franca e outros municípios da região, seguem em greve. Nesta semana, o banco anunciou a reabertura da mesa de negociação coletiva, suspendendo as medidas administrativas anteriormente comunicadas após o impasse no novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), como destaca a Contec Brasil (Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito).
Desde a última quinta-feira, 10 de setembro, os atendimentos nas unidades de Franca, Guará, Igarapava, Ituverava, Pedregulho e São Joaquim da Barra estão paralisados. Os colaboradores reivindicam a reposição integral do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) de setembro de 2025 até agosto deste ano, acrescido de 5% de ganho real. A proposta final da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), de acordo com Rogério Marques da Silva Cargo, Diretor de Imprensa e Comunicação Social do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Franca e Região, acolhe a reposição, mas com ganho real de 0,6%, índice que seria aplicado para 2026 e 2027.
Além da questão econômica, pesa no andamento das negociações o Saúde Caixa, plano de saúde da agência que está deficitário, segundo Rogério. “A proposta da Caixa para equacionar esse déficit, o custeio, a maior parte, recai sobre os funcionários. E a Caixa não quer assumir uma boa parte desse déficit. Tem que ser rateado entre as duas partes, então nisso que está o entrave”, declarou Rogério em recente entrevista ao Jornal Verdade.
Banco do Brasil
Do outro lado, a adesão francana ao movimento pela campanha salarial no Banco do Brasil foi pífia. A greve, que deveria ter sido iniciada na última segunda-feira, 14, após aprovação em Assembleia, contou com apenas 7 pessoas de cerca de 280 funcionários, seguindo os atendimentos normalmente.