O mercado imobiliário de Franca e região voltou a apresentar resultados positivos em maio de 2026, confirmando a recuperação do setor após a desaceleração observada no mês anterior. Pesquisa realizada pelo CRECISP junto a imobiliárias e corretores de imóveis de cinco municípios da região apontou crescimento de 43,97% nas vendas e de 13,58% nas locações de imóveis residenciais usados, evidenciando um ambiente de maior confiança entre consumidores, investidores e proprietários.
Cenário econômico favorece retomada das negociações
O desempenho registrado em maio reflete um conjunto de fatores econômicos e sociais que contribuíram para a retomada da atividade imobiliária. A estabilização das taxas de financiamento habitacional, a manutenção da oferta de crédito pelos agentes financeiros, a melhora gradual da confiança dos consumidores e a continuidade da geração de empregos em diversos segmentos da economia estimularam famílias a retomarem projetos de aquisição da casa própria.
Outro aspecto importante foi a busca crescente por imóveis que conciliem localização privilegiada, qualidade construtiva e potencial de valorização patrimonial. Ao mesmo tempo, o mercado de locação permaneceu aquecido, impulsionado por consumidores que optaram por maior flexibilidade financeira ou que aguardam condições ainda mais favoráveis para aquisição do imóvel próprio.
O resultado confirma que o mercado regional permanece resiliente, sustentado por uma demanda consistente tanto para moradia quanto para investimento.
Casas continuam liderando as vendas
As casas representaram 54% das vendas realizadas em maio, enquanto os apartamentos responderam por 46% das negociações, demonstrando equilíbrio entre os dois segmentos.
Entre as casas comercializadas, predominam imóveis de três dormitórios, responsáveis por 57,1% das vendas, seguidos pelas unidades de dois dormitórios, com 28,6%. Nos apartamentos, metade das negociações concentrou-se em unidades de dois dormitórios, enquanto os imóveis de três dormitórios responderam por um terço das vendas.
Também se observa predominância de imóveis com áreas entre 51 m² e 100 m², perfil que atende tanto famílias quanto investidores interessados em imóveis de maior liquidez.
Mercado mantém força nas faixas de maior valor agregado
A pesquisa demonstra um comportamento bastante equilibrado entre as diversas faixas de preços, com destaque para os imóveis de padrão médio e médio-alto. Os imóveis acima de R$ 501 mil responderam por aproximadamente 38,5% das vendas realizadas no período, evidenciando a permanência da demanda por imóveis de maior valor agregado.
Entre as faixas mais negociadas destacam-se:
• R$ 201 mil a R$ 300 mil — 23,1% das vendas;
• R$ 401 mil a R$ 500 mil — 23,1%;
• R$ 501 mil a R$ 600 mil — 15,4%;
• imóveis entre R$ 151 mil e R$ 200 mil também participaram do mercado, demonstrando que existe demanda distribuída por diferentes perfis de compradores.
Essa diversificação reforça a maturidade do mercado imobiliário regional, que atende desde famílias em busca do primeiro imóvel até consumidores que procuram imóveis de padrão superior para moradia ou investimento.
Região central permanece como principal destino dos compradores
A infraestrutura urbana continua sendo um dos principais fatores de decisão na aquisição de imóveis. A região central concentrou 71,4% das vendas realizadas em maio, enquanto as demais regiões responderam por 28,6% das negociações. Os bairros nobres, neste levantamento específico, não registraram participação nas vendas.
Financiamento imobiliário continua sustentando o mercado
O levantamento confirma a importância do crédito habitacional para manutenção do aquecimento do setor.
As modalidades de pagamento utilizadas foram:
• Financiamento pela Caixa Econômica Federal — 40%;
• Compras à vista — 40%;
• Financiamentos por outros bancos — 10%;
• Negociação direta com o proprietário — 10%.
Locações mantêm crescimento com preferência por imóveis acessíveis
O mercado de locação residencial acompanhou o movimento positivo observado nas vendas. As casas responderam por 63% dos contratos firmados em maio, enquanto os apartamentos participaram com 38%.
Nas casas alugadas verificou-se distribuição equilibrada entre imóveis de um, dois e três dormitórios. Nos apartamentos, a procura concentrou-se fortemente nas unidades de dois dormitórios, responsáveis por 75% das locações.
Quanto aos valores dos aluguéis, predominam imóveis compatíveis com a renda da maior parte das famílias da região.
As faixas mais praticadas foram:
• até R$ 1.000,00 mensais — 38,5% das locações;
• entre R$ 1.251,00 e R$ 1.500,00 — 23,1%;
• entre R$ 1.501,00 e R$ 1.750,00 — 15,4%;
• entre R$ 2.001,00 e R$ 2.500,00 — 15,4%.
Os dados demonstram que a procura permanece concentrada em imóveis que oferecem equilíbrio entre custo, localização e qualidade construtiva.
Seguro-fiança amplia liderança entre as garantias locatícias
A pesquisa evidencia a consolidação do seguro-fiança como principal modalidade de garantia locatícia utilizada na região. O seguro-fiança esteve presente em 70% dos contratos de locação firmados em maio.
Na sequência aparecem:
• depósito caução — 20%;
• fiador — 10%.
A preferência pelo seguro-fiança acompanha uma tendência nacional de simplificação das operações imobiliárias, proporcionando maior segurança jurídica aos proprietários, agilidade na contratação e redução da burocracia para os inquilinos.