De 28 a 30 de maio, o Sesc Franca realiza o projeto Despatologização, arte e cidadania sensível, programação gratuita que reúne bate-papo, espetáculo, oficinas e vivência em torno das relações entre arte, saúde mental e direitos humanos. As atividades partem da perspectiva da luta antimanicomial e propõem espaços de escuta, criação e convivência, considerando o sofrimento psíquico não como desvio a ser corrigido, mas como expressão atravessada por histórias, afetos e modos de existir.
Abrindo a programação, o bate-papo A arte como prática de cuidado, linguagem de direitos e produção de vida acontece no dia 28/5, às 19h30, na Convivência. O encontro propõe uma reflexão sobre a arte como linguagem de experiência e construção de sentido em diálogo com a saúde mental e os direitos humanos. A conversa aborda práticas de cuidado fundamentadas na escuta, nas relações e na cultura como dimensões de convivência e garantia de direitos.
No dia 29/5, às 15h, o Grupo Sapos e Afogados apresenta no Teatro o espetáculo Biruta. Entre música, brincadeira e elementos poéticos, a montagem propõe aproximação com temas relacionados à saúde mental infantojuvenil a partir de uma perspectiva antimanicomial, convidando o público a refletir sobre diferenças e convivência.
Nos dias 29 e 30/5, o Espaço de Tecnologias e Artes recebe a oficina Entre diálogos e colagens: encontros com Nise da Silveira e Bispo do Rosário, às 18h30 e às 15h, respectivamente. A atividade parte das experiências de Nise da Silveira, psiquiatra que desenvolveu práticas de cuidado em saúde mental mediadas pela arte, e de Arthur Bispo do Rosário, artista cuja produção transformou experiências de internação em elaboração poética. A oficina propõe experimentações com colagem e criação visual como caminhos de expressão e elaboração de sentimentos.
Encerrando a programação, no dia 30/5, às 11h, a equipe da Casa Amarela conduz a vivência Rota de fuga: arte e loucura em outras narrativas, também no Espaço de Tecnologias e Artes. A atividade utiliza escrita e colagem para refletir sobre construções históricas relacionadas à normalidade, à loucura e aos modos de existir, propondo outros olhares sobre sofrimento psíquico e experiência social.