Os tetracampeões largaram na frente! Em partida válida pelo jogo 1 da semifinal do NBB (Novo Basquete Brasil) 2025/2026, disputada nesta segunda-feira, 18, no Ginásio Pedrocão, o Sesi Franca derrotou o CAIXA/Brasília por 76 a 67. Em um duelo marcado por intensidade física e constantes ajustes defensivos, o ritmo imposto pelos donos da casa no terceiro quarto foi decisivo para o triunfo. Agora, a série melhor de cinco muda para o Distrito Federal, onde serão disputados os Jogos 2 e 3: respectivamente, na quinta-feira (21/05), às 20h30, e depois no sábado (23/05), às 19h45 – ambos na Arena Nilson Nelson, com transmissão do SporTV.
O grande nome da vitória francana foi o argentino Juan Laterza. Conhecido pela visão de jogo e pelo estilo solidário de cadenciar e passar a bola, o argentino assumiu o papel de definidor diante da ausência do titular Georginho: foram 14 pontos, além de 3 rebotes e 6 assistências. Quem também brilhou foi o ala-pivô Lucas Dias, responsável por um duplo-duplo:14 pontos e 11 rebotes, além de 3 assistências e 3 desarmes. A noite teve sabor especial para o capitão, que ultrapassou a emblemática e histórica marca de 7 mil pontos na história da competição. Mesmo diante do feito, ele preferiu analisar o desempenho coletivo e pregou pés no chão: “A gente sabia que ia ser um jogo bastante difícil, bastante duro, ainda mais pelo fato de estarmos sem o Georginho. É um jogador de muita qualidade, importante para nós. Então eu acho que a gente fez um grande jogo, mas também poderia ter sido melhor. Conseguimos construir uma vantagem muito boa, mas vacilamos ao perder algumas bolas e recolocamos eles no jogo. Então, nada decidido ainda”, destacou o camisa 9.
Pelo lado visitante, o principal destaque foi Facundo Corvalan. Com atuação inspirada, o armador flertou com um triplo-duplo ao anotar 19 pontos, 7 rebotes e 7 assistências. O ala Kevin Crescenzi (15 pontos e 3 rebotes) e o ala-pivô Rafael Paulichi (15 pontos e 5 rebotes) também registraram exibições de alto nível, apesar do revés na abertura da série. Na saída de quadra, Paulichi lamentou o apagão após o intervalo, mas demonstrou confiança na força do elenco para a sequência do playoff: “Acho que pecamos em duas coisas. A gente estava bem na defesa, estava controlando bem o ritmo deles, e o ataque estava equilibrado também. Mas no terceiro quarto a gente não conseguiu manter. Nossa produção ofensiva foi baixa e a defesa foi ruim. Aí é difícil aqui jogar aqui em Franca, com o ginásio lotado, com eles assumindo o controle do placar. Mas não vamos abaixar a cabeça. A série é longa, tem muito chão ainda”, declarou o camisa 13.
Apesar do estilo diferente de Georginho, Laterza assumiu o protagonismo do ataque na ausência de seu companheiro de armação. Foto: Marcos Limonti/Relance/SFB
O período inicial mostrou o cartão de visitas da semifinal. A comissão técnica do Brasília desenhou uma estratégia clara: explorar os bloqueios em cima de Cristiano Felício para forçar a troca na marcação do pivô e isolá-lo contra o homem da bola. A tática funcionou devido ao ótimo entrosamento entre Brunão e Corvalan. No entanto, o homem de garrafão do Franca deu o troco no ataque com muita agressividade perto do aro. Além disso, quando os donos da casa acionavam Lucas Dias no poste baixo, a defesa do Distrito Federal dobrava a marcação. Inteligente, o camisa 14 distribuía passes rápidos e encontrava companheiros livres para pontuar. Em uma parcial de alta intensidade e forças equivalentes, os mandantes fecharam com ligeira vantagem: 19 a 17.
Os times retornaram para a quadra dispostos a testar variações táticas. Franca e Brasília alternaram marcações por zona e individual, o que transformou o confronto em uma batalha mental para encontrar o melhor arremesso. Como era de se esperar, a rigidez defensiva aumentou o número de faltas e prejudicou o aproveitamento ofensivo de ambos os lados no início do quarto. Mas, aos poucos, o placar se movimentou por meio de jogadas individuais. Paulichi comandou as ações dos visitantes, enquanto Luis Rodriguez respondeu na mesma moeda para o time da casa. No fim das contas, a parcial repetiu exatamente o roteiro e o placar anterior (19 a 17). Com isso, o Franca foi para o vestiário com a vantagem dobrada: 38 a 34.
O intervalo fez bem ao Sesi Franca, que voltou em uma marcha completamente diferente. Com o armador Bennett impecável na pressão defensiva e ditando um ritmo veloz na transição, os atuais campeões aplicaram uma corrida de 8 a 0 em menos de três minutos. A liderança atingiu o maior patamar até então. Preocupado, Dedé Barbosa parou o jogo e cobrou mais cuidado com os passes para estancar os desperdícios de bola. O elenco do Brasília tentou reagir, mas os arremessos não caíram. Do outro lado, Franca esbanjou talento. Mesmo quando a transição era travada, a equipe pontuava em ataques de meia quadra, com destaque para oito pontos de Laterza na parcial. O placar de 25 a 13 no quarto construiu o teto da vitória: 63 a 47.
O CAIXA Brasília partiu para o tudo ou nada nos dez minutos finais. Duas bolas consecutivas de longa distância com Crescenzi e Corvalan recolocaram fogo no ginásio. Mesmo com a rotação curta e atletas carregados em faltas, os visitantes encaixaram uma linha defensiva sufocante para travar o ataque paulista. O esforço surtiu efeito e a diferença caiu para apenas seis pontos nos segundos finais. A virada, contudo, não se concretizou. Embora Franca tenha tinha dificuldades, Lucas Dias apareceu nos momentos de maior instabilidade para acalmar a equipe. E, na base da experiência, os donos da casa gastaram o relógio e converteram os lances livres táticos para assegurar o triunfo no primeiro capítulo da semifinal.
Fonte: LNB (Adaptado)