O tradicional Castelinho está mais novo do que nunca. Em uma decisão considerada histórica para o esporte e o associativismo de Franca, o clube aprovou, na noite da última terça-feira, 13, um novo estatuto que marca o início de uma nova fase administrativa e institucional da entidade.
Fundado há 117 anos e reconhecido como um dos clubes mais tradicionais do interior paulista, além de ser a maior de Franca, a Associação dos Empregados no Comércio (AEC) passa agora a adotar oficialmente o nome pelo qual sempre foi conhecida pela população: Associação Esportiva Castelinho.
A mudança foi aprovada durante assembleia extraordinária que reuniu centenas de sócios patrimoniais. Mais do que uma simples alteração de nomenclatura, a decisão simboliza a modernização do clube e a valorização de uma marca afetiva já consagrada pela comunidade francana e regional.

Quando se fala em Castelinho, todos sabem do que se trata e onde fica. O apelido atravessou gerações e se tornou maior do que o próprio nome oficial. Agora, tradição e identidade passam a caminhar juntas também nos documentos e na história oficial da instituição.
Além da mudança de nome, o novo estatuto traz importantes avanços administrativos e democráticos. Entre as principais alterações aprovadas estão a ampliação dos mandatos da diretoria e dos órgãos diretivos, que passam de dois para três anos; a redução do número de integrantes das chapas eleitorais, de 47 para 27 membros, facilitando a participação e fortalecendo a democracia interna; e uma nova composição do Conselho Deliberativo, com possibilidade de inclusão de representantes de chapas minoritárias, desde que atinjam quórum mínimo nas eleições.
Outro ponto considerado estratégico é a adequação do clube às normas da Lei Geral do Esporte. Com isso, o Castelinho poderá buscar certificações, tornar-se clube formador e ampliar a captação de recursos públicos e privados voltados à formação esportiva.
As mudanças aprovadas representam um passo importante para preparar o Castelinho para os desafios do futuro, sem abrir mão da tradição construída ao longo de mais de um século de história.
