Por Pedro Maia
Editor-chefe
O Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos Municipais de Franca e Região (Sindserv), através de seu presidente, Samuel Gomide, emitiu uma nota de repúdio ao comportamento adotado pelo vereador Leandro O Patriota (PL) no último sábado, 25, em visita ao Pronto Socorro Municipal Álvaro Azzuz, em Franca.
Repercutiu nas redes sociais um vídeo em que o parlamentar do Partido Liberal, durante visita à unidade de saúde, teria agido com desrespeito a funcionários ao tentar acessar áreas restritas, ferindo o protocolo hospitalar e provocando tumulto no ambiente. Segundo o Sindserv, a atitude do vereador comprometeu o atendimento por aproximadamente 3 horas.
“Isso não é fiscalização. Isso é abuso de autoridade. Este não é um episódio isolado. O vereador possui histórico documentado de ataques a servidores públicos, refletindo uma tendência preocupante que se expande pelo Brasil: o ataque sistemático a trabalhadores públicos. Quando um servidor é intimidado, toda a comunidade sofre”, diz trecho da nota.
Segundo Samuel Gomide, o Sindicato tem tomado algumas ações:
“Não toleraremos impunidade. A ética e o respeito são inegociáveis para quem exerce mandato público. Convocamos a sociedade, imprensa, entidades sindicais e órgãos de controle a se posicionarem contra essa prática. Pela dignidade dos trabalhadores públicos. Pela defesa dos direitos de todos”, encerra a nota.
Leandro O Patriota
A reportagem do Jornal Verdade entrou em contato com o vereador Leandro O Patriota (PL) solicitando um posicionamento acerca do apontado na matéria. Segundo o parlamentar, ele foi acionado por uma munícipe, cuja mãe aguardava há 6 dias por uma vaga em razão de problemas respiratórios.
“Fui solicitado no Álvaro Azzuz por uma munícipe, que a mãe dela estava aguardando vaga há 6 dias e com um problema respiratório. Estive lá no local, fiz um vídeo lá na porta falando que eu tinha ido lá para atender essa senhora, só que infelizmente, depois de esperar mais de 30 minutos para receber uma resposta, se eu poderia adentrar à ala de internação, eles não me deram resposta. Demorou muito e eu tinha outras demandas”, declarou Leandro. “Uma servidora que estava lá, acho que ela ficou um pouco nervosa, falou pra eu sair de dentro lá da triagem, que eu estava atrapalhando, mas eu não estava lá dentro. Eu estava lá fora! Só entrei lá dentro para poder perguntar se ia demorar muito tempo, então ela se incomodou”, continuou.
De acordo com o relato do parlamentar à reportagem, não houve nenhum tipo de ofensa contra nenhum dos servidores. “Em momento algum ela apresentou os vídeos que ela gravou, eu ofendendo ela. Se eu estou ofendendo uma pessoa, a pessoa não pode pegar o celular ali e por para gravar? Então, cadê essa gravação? Eu não lembro de ter ofendido ela, nem ninguém. Não mandei calar a boca, nada disso. Minha intenção era ajudar essa família, mas infelizmente eu fui impedido por uma decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) que decidiu que vereadores agora não podem entrar nas alas de internação, que é considerado de risco. E assim, parou o meu trabalho, o trabalho que eu gosto de fazer”, explicou Patriota.
O vereador destacou que foi acusado pela servidora de oferecer leito e cuidador. Ele nega as acusações. “Isso é mentira, eu nunca fiz isso. Sempre quando vou no leito conversar, tem um servidor junto comigo e eu vou pedir para eles serem ouvidos também, porque eles vão poder comprovar que em momento algum eu ofereço leito para as pessoas. Que eu ofereço cuidador, essas coisas todas não procedem, isso é falso”, ponderou Leandro, enfatizando que as pessoas que lá estavam também são testemunhas disso.
“Existe a versão dela, existe a minha versão e a verdade! Que os fatos sejam apurados e, no final das contas, a população vai ver que a minha intenção, o meu trabalho é servir o meu povo, é ajudar a minha população e fazer o papel de vereador, que é fiscalizar, legislar e ajudar o povo”, concluiu Leandro.