Por Pedro Maia
Editor-chefe
Mais de 40 mil estudantes das 88 escolas estaduais da Região Administrativa de Franca retornaram às salas de aula na segunda-feira, 2 de fevereiro. A data também marcou o início do programa de Escolas Cívico-militares (ECM), sendo três unidades na região.
Na cidade de Franca, foram contempladas a E. E. Professor Antônio Fachada, com aproximadamente 430 alunos matriculados, e a E. E. Sudário Ferreira, com cerca de 380 estudantes. A cerca de 58,9 quilômetros das Três Colinas, em São Joaquim da Barra, também aderiu ao programa a E. E. Edda Cardozo de Souza Marcussi, com 430 matriculados.
A cerimônia de implantação na Antônio Fachada ocorreu já no retorno do ano letivo. Segundo Marcos Reginaldo, responsável por liderar um abaixo-assinado que recebeu mais de mil assinaturas favoráveis e a adesão de 20 entidades ao projeto em Franca, a escola já não tem mais estrutura para realizar matrículas, tendo superado toda sua capacidade física e com cerca de 60 alunos na fila de espera.
A Sudário, por sua vez, embora já admitida como unidade de ensino cívico-militar, não teve sua inauguração oficial, já que foi integrada entre as 100 unidades do Estado de São Paulo após a saída de uma escola de Cajati (SP), permanecendo ainda em fase de organização. Em São Joaquim, as aulas também já retornaram, mas a solenidade oficial acontecerá no dia 23 de fevereiro, com a presença de autoridades, pais de alunos e toda a comunidade escolar.
Estado de São Paulo
Como informado, no Estado, 100 unidades de ensino – distribuídas entre a capital e 88 cidades da região metropolitana, litoral e interior – aderiram ao programa, sendo selecionadas após consulta pública com as comunidades e votação. Além da manutenção da carga horária (parcial ou integral), as ECM seguirão o Currículo Paulista, avaliações e projetos definidos pela Secretaria da Educação. O principal diferencial é o apoio de policiais militares da reserva que atuarão como monitores na segurança, disciplina, acolhimento e na promoção de valores cívicos.
Foram selecionados para as funções de monitores candidatos aprovados por uma banca avaliadora após análise de títulos e documentos comprobatórios da aptidão para o desempenho das tarefas nas escolas. De acordo com o publicado pela Agência SP, todos os militares do Programa Escola Cívico-Militar serão avaliados periodicamente, por diretores e alunos, e submetidos ao processo semestral de avaliação de desempenho para verificar adaptação e permanência no modelo.
“O programa Escola Cívico-Militar é mais uma opção às famílias paulistas. Nossa rede é grande e nossa proposta é atender diferentes públicos de acordo com o que eles acreditam ser melhor para seus filhos. Além disso, optamos por distribuir as unidades em todas as regiões do Estado e em municípios com índice de desenvolvimento humano (IDH) abaixo das médias estaduais e nacionais”, explica o secretário da Educação de São Paulo, Renato Feder.