Por Pedro Maia
Editor-chefe
A cidade de Franca registrou, em 2025, 309 ocorrências com escorpiões. O número é 29,8% menor que em 2024, quando foram 440 notificações.
Os dados foram divulgados pelo Painel de Acidentes por Animais Peçonhentos da NIES (Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde). Do total de vítimas picadas por escorpiões, 52% são homens e 48% mulheres. Em linhas gerais, pessoas entre 20 e 29 anos foram as principais afetadas, tanto para o sexo masculino quanto para o feminino.
A faixa de tempo entre o acidente e o atendimento foi de 0 a 1h para 83,5% (258 casos) dos acidentes com o animal; de 1h a 3h para 6,8% (21); de 3h a 6h para 1,29% (4); de 6h a 12h para 1,29% (4); e de 12h a 24h para 0,65% (2). A faixa de tempo foi ignorada em 6,47% dos registros (20 casos).
Pés foram a principal região do corpo atingida pelos escorpiões, com 22,33% dos casos (69 notificações). Dedos da mão e mão empatam, com 19,74% (61 notificações) cada um. As ocorrências se manifestam geralmente com dor no local da picada e, algumas vezes, provocam edemas (inchaços) ou equimoses (manchas). A utilização do protocolo de soroterapia foi aplicada em 97,73% dos casos.
Condições climáticas favorecem…
O verão, marcado pelas altas temperaturas e maior volume de chuvas, favorece a proliferação desses animais. Dados da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) mostram que, em 2025, o Estado contabilizou 42.526 ocorrências envolvendo escorpiões, com dois óbitos.
A SES-SP reforça a importância de medidas simples de prevenção, como manter ambientes limpos, eliminar entulhos, vedar ralos, frestas e vãos em portas e janelas, além de armazenar corretamente o lixo doméstico. “A prevenção começa dentro de casa e no entorno das residências. A limpeza regular de quintais e a correta destinação dos resíduos reduzem os abrigos e a oferta de alimento para os escorpiões, diminuindo o risco de acidentes”, explica Tatiana Lang, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da SES-SP.
Crianças de até 10 anos estão entre as mais vulneráveis a quadros graves, que podem evoluir rapidamente, e demandam atendimento médico imediato. A Pasta orienta que, diante de qualquer suspeita de picada de escorpião, mesmo quando o animal não é visualizado, a pessoa procure imediatamente um serviço de saúde e relate a suspeita do acidente, evitando a adoção de medidas caseiras e assegurando a avaliação e o atendimento adequados.
Prevenção
**Com informações da Agência SP