Por Pedro Maia
Editor-chefe
As famílias da Região de Franca devem desembolsar R$ 565,3 milhões em itens do setor de moda até o fim de 2025, segundo projeção realizada pelo IPC-Maps (Índice Potencial de Consumo). Isto indica que os consumidores gastarão 3% a mais que em 2024, que fechou em R$ 548,9 milhões, conforme o estudo.
‘Vestuário Confeccionado’ é o responsável pela maior parte das despesas no setor, com R$ 381,7 milhões. Deste montante, R$ 167,9 milhões devem ser gastos apenas pela Classe C, seguidos das Classes B (R$ 150,7 milhões), A (R$ 37 milhões) e D/E (R$ 25,9 milhões).
Em segundo lugar aparecem os desembolsos com ‘Calçados’, que chegam a R$ 158,9 milhões. Novamente, a Classe C é a principal consumidora, com R$ 71,4 milhões, acompanhados das Classes B (R$ 60,8 milhões), A (R$ 12,4 milhões) e D/E (R$ 14,1 milhões).
Por último, ‘Joias, Bijuterias e Armarinhos’ correspondem a 24,7 milhões em gastos. Outra vez, a Classe C lidera as compras com R$ 9,9 milhões. Na sequência aparecem as Classes B (R$ 9,5 milhões), A (R$ 4,2 milhões) e D/E (R$ 917 mil).
O número de empresas do comércio varejista de vestuário, calçados e artigos de viagem chegou a 8.988, demonstrando que 785 novas empresas foram abertas com relação a 2024, quando o total era de 8.203, um aumento de 9,6%.
Brasil
O consumo dos brasileiros em moda deverá chegar a R$ 241,4 bilhões. Só a categoria de vestuário confeccionado responderá por R$ 182,7 bilhões.
Na liderança do ranking nacional, o estado de São Paulo é responsável por R$ 65,7 bilhões dessas despesas; seguido por Minas Gerais com R$ 28,8 bilhões; Rio de Janeiro e seus R$ 19 bilhões; e Rio Grande do Sul, na quarta posição, totalizando R$ 17,7 bilhões nos gastos das famílias com itens relacionados a Moda.
Já, a quantidade de lojas sofreu uma queda de 4,6% do ano passado para cá. Tal baixa deve-se aos Microempreendedores Individuais (MEIs), já que 74.483 deles fecharam suas portas. Com isso, segundo o IPC Maps, o País abriga hoje 1.102.906 comércios varejistas de vestuário e calçados, entre outros.
Sobre o IPC Maps
Publicado anualmente pela IPC Marketing Editora, empresa que utiliza metodologias exclusivas para cálculos de potencial de consumo nacional, o IPC Maps destaca-se como o único estudo que apresenta em números absolutos o detalhamento do potencial de consumo por categorias de produtos para cada um dos 5.570 municípios do País, com base em dados oficiais, através de versões em softwares de geoprocessamento. Este trabalho traz múltiplos indicativos dos 22 itens da economia, por classes sociais, focados em cada cidade, sua população, áreas urbana e rural, setores de produção e serviços etc., possibilitando inúmeros comparativos entre os municípios, seu entorno, Estado, regiões e áreas metropolitanas, inclusive em relação a períodos anteriores. Além disso, apresenta um detalhamento de setores específicos a partir de diferentes categorias.