Por Pedro Maia
Editor-chefe
As famílias da Região de Franca devem movimentar cerca de R$ 710,6 milhões em gastos – ou investimento – no setor de Educação até o final deste ano, um aumento de 2,6% se comparada a 2024, quando o segmento respondeu por R$ 692,8 milhões. A previsão faz parte da Pesquisa IPC Maps, especializada em potencial de consumo dos brasileiros há mais de 30 anos, com base em fontes oficiais.
As despesas referentes à compra de livros em geral, revistas técnicas, materiais didáticos, cadernos e artigos de papelaria podem chegar a R$ 117,8 milhões. Destrinchando por classes sociais, a Classe C será a principal responsável por este número, com R$ 49,5 milhões desempenhados, pouco a mais que a Classe B (R$ 48,7 milhões), três vezes mais que a Classe A (R$ 14,9 milhões) e cerca de 10 vezes mais que as Classes D/E (R$ 4,6 milhões).
Quanto aos desembolsos com matrículas e mensalidades de cursos e instituições, a soma de gastos dos consumidores atingirá os R$ 592,7 milhões. Neste cenário, a Classe B é a protagonista, com R$ 317 milhões, representando mais que o dobro da Classe C (R$ 150,4 milhões), da Classe A (R$ 114,9 milhões), e 30 vezes o despojado pelas Classes D/E (R$ 10,3 milhões).
As empresas que fornecem serviços de educação cresceram 7,4% na Região de Franca, saindo de 1.768 unidades em 2024 e chegando a 1.899 em 2025 (+131).
Números nacionais
No Brasil, os despêndios deverão chegar a R$ 266,9 bilhões, 12% a mais que no ano passado, quando registrou R$ 238,2 bilhões. Na liderança do ranking nacional, o estado de São Paulo responderá por R$ 86,3 bilhões dos repasses; seguido por Minas Gerais com R$ 28,1 bilhões; Rio de Janeiro e seus R$ 22,1 bilhões; e Paraná, na quarta posição, totalizando R$ 16,7 bilhões nos gastos das famílias com educação.
Outro destaque do estudo diz respeito ao crescimento de 8% na quantidade de empresas de serviços de educação no País. Entre 2024 e 2025, foram abertos mais de 70 mil estabelecimentos. Destes, a maioria proporcional é formada por Empresas de Pequeno Porte (EPP) já que, sozinhas, tiveram um desempenho de quase 20% no cenário empresarial do setor.
Sobre o IPC Maps
Publicado anualmente pela IPC Marketing Editora, empresa que utiliza metodologias exclusivas para cálculos de potencial de consumo nacional, o IPC Maps destaca-se como o único estudo que apresenta em números absolutos o detalhamento do potencial de consumo por categorias de produtos para cada um dos 5.570 municípios do País, com base em dados oficiais, através de versões em softwares de geoprocessamento. Este trabalho traz múltiplos indicativos dos 22 itens da economia, por classes sociais, focados em cada cidade, sua população, áreas urbana e rural, setores de produção e serviços etc., possibilitando inúmeros comparativos entre os municípios, seu entorno, Estado, regiões e áreas metropolitanas, inclusive em relação a períodos anteriores. Além disso, apresenta um detalhamento de setores específicos a partir de diferentes categorias.