Por Pedro Maia
Editor-chefe
Os sinistros de trânsito em Franca caíram em 13,36% no acumulado dos cincos primeiros meses de 2025 em comparação com o mesmo período no ano passado, mais precisamente, de 1.160 para 1.005. Óbitos também diminuíram, de 19 para 8, uma diferença de 57,89%. Os dados foram disponibilizados pelo Renaest (Registro Nacional de Sinistros e Estatísticas de Trânsito), do Governo Federal. Os números dos sinistros não contabilizam os registrados pela Polícia Rodoviária Federal.
Os veículos envolvidos nas ocorrências apresentaram queda de 1.555 para 804, cerca de 48%. O número chama atenção positivamente, já que a frota ativa aumentou ligeiramente. Entre janeiro e maio de 2024, eram 196.093 veículos em circulação; em 2025 – no mesmo período analisado – são 203.432, indicando um crescimento de 3,74%.
Vale destacar que a frota ativa, também chamada de frota circulante, leva em consideração os veículos com pelo menos um licenciamento anual ou infrações nos últimos 10 anos, segundo o Renainf (Registro Nacional de Infrações de Trânsito). Somando os transportes ativos e inativos, a frota total registrada em Franca, em 2024, era de 304.269, evoluindo para 307.158 somente nos cinco primeiros meses deste ano.
Reabilitação onera SUS
Dados preliminares dão conta de que 453 mil acidentes de trânsito já ocorreram no Brasil neste ano; destes, 7,4 mil ocorrências foram fatais.
Conforme aponta matéria da Agência Brasil, os especialistas alertam que, além das mortes, milhares de vítimas enfrentam sequelas que exigem longos processos de reabilitação. Segundo Flávio Adura, diretor Científico da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), o impacto dos acidentes de trânsito sobre a saúde pública é expressivo.
“Em 2024, foram registradas 227.656 internações hospitalares no SUS devido a sinistros terrestres, o que significa que, a cada 2 minutos, uma vítima de trânsito necessita de atendimento de emergência. Ao longo dos últimos 10 anos, o SUS contabilizou 1,8 milhão de internações por sinistros de trânsito, com despesas hospitalares diretas que somam R$ 3,8 bilhões”, disse.