Sorriso discreto ao dialogar com alunos lecionou em colégios religiosos de Franca e nas faculdades locais, especialmente na Faculdade de Direito onde foi professor, diretor, mestre emérito e dali para alcançar o reconhecimento profissional como presidente da 13.a Subseção e Conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil (©Divulgação)
Aos 94 anos, após prolongado tratamento de saúde em São Paulo, o professor, advogado e filantropo Dr. Olintho deixou sua família, amigos, alunos e destacadas personalidades que com ele tiveram o privilégio de conviver. Descansou, partiu sereno num final de noite da segunda-feira 15 de setembro, um dia que sempre em sua vida era de compromissos e trabalho constante. Nascido a 31 de março de 1931, faltavam cinco minutos para a meia-noite, quase no mesmo horário da despedida.
Mineiro de Cataguases, antepenúltimo filho de 10 irmãos, neto de imigrantes portugueses, trazia no aspecto sério um coração enorme para acolher aqueles que a ele recorriam, desde sua iniciação no trabalho na capital mineira. A irmã Ebinha, com síndrome de Down, viveu 66 anos e a ela sempre dedicou carinho e amor fraterno… Na grande casa da família, um pomar no quintal era o espaço para jogar futebol com os irmãos e amigos da infância, gostava de músicas e tinha paixão pelo Fluminense carioca, cujo hino gostava de ouvir quando nos encontrávamos em que eu cantava a primeira estrofe. Sorria feliz…
Estudou em Belo Horizonte, onde se formou em Direito na Universidade Minas. Aos 24 anos, depois de trabalhar na prefeitura da capital, mudou-se para Ibiraci (MG) e depois para Franca, atuando em sociedade no escritório dos saudosos drs. Oliveiro Diniz da Silva, Walter Anawate e Ângelo David Persicano, notáveis causídicos locais. Em seu escritório de Franca, desde que se mudou para a capital, atua a Dra. Elvira Godiva Junqueira, cuidando do atendimento atualmente dos clientes.
Sorriso discreto ao dialogar com alunos lecionou em colégios religiosos de Franca e nas faculdades locais, especialmente na Faculdade de Direito onde foi professor, diretor, mestre emérito e dali para alcançar o reconhecimento profissional como presidente da 13.a Subseção e Conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil.
Dedicado à filantropia, também dirigiu e participou ativamente da respeitável INFACAPE – Instituição Família Cavalheiro Caetano Petráglia, de apoio humanitário e assistencial a crianças, como igualmente atuava na Maçonaria, membro de graduação maior em décadas de participação ativa.
Casou-se em 1961 com a professora Iolanda Ribeiro Novais com quem teve as três filhas Raquel Cristina, Iria e Cátia que lhe deram seis netos: Iuri, Gabriel, Teresa, Marina, Lorena e Raquel, que em seu velório prestaram tocante homenagem relembrando a convivência durante toda a sua quase centenária vida. Viúvo, em 1985 novamente casou-se com Dalal José, ‘a avó Dalila, segunda mãe das filhas’ conforme ouvimos nas amáveis palavras dos netos.
Seu velório no salão nobre da OAB em Franca recebeu a visita de centenas de pessoas, dedicando-lhe a à família, no preito de saudade e gratidão pelo muito que dedicou a milhares de alunos, funcionários de escolas, cartórios e na advocacia. Orações de Mons. José Geraldo Segantin e Pr. Ronaldo Sathler, emocionaram a todos os presentes.
Ao sepultamento no Cemitério da Saudade no cair da tarde da terça-feira, 16 de setembro, também estiveram seus amigos, companheiros da jornada de uma vida onde praticou o bem e espargiu amor fraterno. Inesquecível pessoa do bem, imoral personagem que a comunidade jamais esquecerá, por uma vida inteira de lições e ensinamentos.
A missa de 7º Dia será celebrada neste domingo, às 19 horas, no Santuário Diocesano de Santo Antônio, pelo monsenhor José Geraldo Segantim, amigo da família.
Descanse em paz querido e inesquecível amigo, Deus o acolhe para nos dar bênçãos e proteção para sempre. Gratidão eterna por tudo que nos proporcionou.
(Paulo Fernando D’Elia Gonçalves, advogado, jornalista, ex-aluno e amigo de uma vida)