Por Pedro Maia
Editor-chefe
A Secretaria de Esporte e Cultura realizará na manhã desta quarta-feira, 9, uma cerimônia cívica que marca os 93 anos da Revolução Constitucionalista de 1932 e promoverá homenagem aos ex-combatentes locais.
A solenidade, programada para iniciar às 8 horas, terá a presença de autoridades civis, representantes do Museu Histórico ‘José Chiachiri’, Tiro de Guerra, Guarda Civil, da Polícia Militar e da Banda Musical, em frente ao Monumento da Revolução, na rua Voluntários da Franca, Centro.
Mais de 700 voluntários da cidade e região participaram da Revolução de 1932. Destes, 9 combatentes faleceram, sendo: Mário Mazini, José Rufino, Adriano Cintra, Hermes de Moura Borges, Octacilio Dias Fernandes, José Ferreira, Jayme Barbosa, Arnaldo Vilhena e José Batista de Araújo, que serão homenageados nesta quarta-feira.
Pré-revolução
Há 93 anos – que se completam nesta quarta-feira, 9 – iniciou-se o conflito armado entre forças paulistas, que visavam derrubar o governo do gaúcho Getúlio Vargas, este, que causou a ruptura da política do “Café com Leite”, quando as elites dos estados de São Paulo e de Minas Gerais revezavam o comando do país. Vale destacar que o fim da República Velha – como o período é conhecido – foi impulsionado pelo crescimento dos outros estados, que reivindicavam mais espaço no cenário político.
A Queda da Bolsa de Valores dos Estados Unidos em 1929 assolou uma grave crise econômica em outros países, como no caso do Brasil, que trabalhava o cultivo e a exportação de café, cultura que, nesse momento, passou a sofrer grandes baixas.
Crescia então o clima de insatisfação popular contra Washington Luís, que governava o território brasileiro. Washington apoiou o paulista Júlio Prestes como seu sucessor para o ano de 1930, desgradando os republicanos mineiros que contavam com a nomeação de Antônio Carlos Ribeiro e a continuação do revezamento entre as oligarquias. O Estado de Minas Gerais, unido ao Rio Grande do Sul e à Paraíba, com Getúlio Vargas na vanguarda, provocou a deposição de Luís da presidência, impedindo que Prestes assumisse o cargo, tornado Vargas o líder do Governo Provisório.
Revolução de 1932
Getúlio nomeou aliados como interventores nos estados brasileiros. Os aliados acreditavam que novas eleições seriam convocadas, o que não aconteceu. É então que cresce em São Paulo um movimento popular que reivindicava novas eleições e uma nova constituição. Ao mesmo tempo, aumenta a repressão policial por parte do Governo Provisório.
Em 23 de maio de 1932, os militares reagiram a uma manifestação contra o governo Vargas e mataram quatro pessoas – uma quinta ficou ferida e veio a falecer em agosto. Inflamado pelas mortes, o levante armado acontece em 9 de julho. A batalha ocorre durante três meses. São Paulo já havia perdido muitos soldados e mantimentos, o que o obrigou a levantar ‘bandeira branca’.
Perdeu, mas ganhou!
Em maio de 1933 foi formada a Assembleia Constituinte, que elaborou, em novembro, a nova Constituição, promulgada ainda por Vargas no ano seguinte.
Feriado Estadual 

Considerado Data Magna de São Paulo, o dia 9 de julho tornou-se feriado estadual em 1997, com a aprovação da Lei 9.497 pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) e promulgada pelo ex-governador Mário Covas.