Por Pedro Maia
Editor-chefe
No dia 13 de março, há cerca de uma semana, a pediatra Marta Dornelles, do Hospital São Marcos, de Morro Agudo, descreveu um testemunho relatando algo quase como uma ‘cena de filme’. Uma criança, de pouco mais de um ano, chegou ao Hospital já sem sinais vitais após um afogamento. Sendo declarado como morto, uma nova luz brilhou para a vida do pequeno anjo, de nome Davi, após orações de sua avó.
“Nós estávamos em quatro médicos reanimando essa criança e já estávamos preenchendo a transferência do corpinho para o Instituto Médico Legal (IML) pelo fato de ser acidente. A mãe falou que queria ver a criança, a gente autorizou e ficou com a criança no colo”, declarou Marta. Segundo ela, a avó da criança, sem deixar que escorresse sequer uma lágrima, orou incessantemente: “Com o poder de Deus, com o poder da oração, forte, pedindo a Deus pelo netinho dela, todo mundo começou a chorar muito”. A mãe de Davi é técnica de enfermagem na mesma unidade hospitalar.
De acordo com a pediatra, médicos e enfermeiras que estavam em volta choravam com a situação. “Eu fui e declarei o óbito da criança, eu e a doutora Beatriz. A criança ficou no colo da mãe. Quando fui passar a mão na cabecinha dele, vi que ele estava rosadinho. Senti o pulso dele de volta e falei: ‘não tô acreditando no que eu tô vendo'”. A partir deste momento, a equipe voltou a realizar os procedimentos de reanimação, rasgando o papel do SVO (Serviço de Verificação de Óbito). “Ele voltou com a pupila, que estava miótica, voltou a ficar com a pupila reagente, mexeu o pezinho…” descreve Marta Dornelles.
Davi foi transferido para a Santa Casa de Franca após ter sofrido uma outra parada cardiorrespiratória. Ele está internado em estado grave e a família pede por doações de sangue, que podem ser realizadas no Hemocentro de Franca.