Por Pedro Maia
Editor-chefe
O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Calçados de Franca realizou, há alguns dias, uma assembleia para discutir as reivindicações da classe para serem negociadas a partir deste ano. Inicialmente, o documentou reuniu 13 cláusulas com 106 pontos. Entretanto, chegaram a um consenso que definiu a pauta sobre os pontos mais críticos, os econômicos, como afirma o presidente do STICF, Wellington Paulo de Oliveira:
“Não discutimos as cláusulas sociais, só as cláusulas econômicas, que a gente fala aqui no sindicato, que é o que responde a questão financeira. Foi aprovada ali a nossa reivindicação, que é a reposição das percas salariais, medida pelo índice do INPC, que vai de 1° de março de 2024 a 28 de fevereiro de 2025”, explica Wellington.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor é a medida utilizada para se calcular o custo de vida no Brasil e calcula o preço médio de aquisição de bens e serviços em comparação a períodos anteriores. Wellington acredita que o valor do INPC será conhecido até a primeira quinzena de março e afirma que não vão aceitar fechar por qualquer valor abaixo do índice. Além disso, os trabalhadores pautaram um acréscimo de 3% sobre produtividade e rotatividade, e um aumento real de 5%, o que totaliza 8% de reajuste.
Outras alterações
“Vamos fazer uma discussão referente ao nosso piso salarial, que a categoria entende que está um pouco defasado: este ano está em R$ 1.742. A gente quer um reconhecimento um pouco maior nesse piso. A PLR está em 110 horas dividido em duas de 55. Pra esse ano estamos reivindicando 220 horas. Abono escolar pro ano de 2026 – o de 2025 ficou garantido na última campanha salarial. Esta é a única cláusula que, quando fechamos o acordo, vale para o ano seguinte”, discorre Wellington. PLR é um benefício negociado junto ao sindicato sobre a Participação nos Lucros ou Resultados de uma empresa.
A assembleia discutiu ainda a implementação de um vale-alimentação, porém, sem a determinação de um valor, que deverá ser conversado na mesa de negociação.
De acordo com Oliveira, as cláusulas sociais conquistadas em convenções coletivas passadas devem permanecer inalteradas. “A gente tem muito direito social na nossa convenção, que a gente entende que é um grande avanço manter o que já tem conquistado ao longo desses anos de negociação com o Sindicato Patronal”, conclui.
As reuniões para dar início à campanha salarial ainda serão agendadas entre o Sindicato dos Trabalhadores e o Sindicato Patronal para que, então, possa ser fechada uma convenção coletiva, que por sua vez resulta em nova lei para a categoria.