Na próxima terça-feira, 7 de maio, os educadores das creches conveniadas à Prefeitura de Franca realizarão uma paralisação a fim de irem à Câmara Municipal, na 14ª Sessão Ordinária, solicitar que suas reivindicações sejam atendidas.
Entre os pedidos, estão: o reconhecimento dos profissionais como professores; o piso salarial; a igualdade no salário de todas as creches; que os benefícios sejam iguais nas instituições; um sindicato da categoria que lute e represente a todos os profissionais que trabalham nestas escolas; e o direito a seis abonadas anuais.
“Não temos um sindicato que nos represente, não temos uma ótima remuneração, trabalhamos 44 horas semanais e ainda não somos reconhecido pela Secretaria da Educação. Sempre que queremos conversar com a secretária Márcia Gatti, ela não atende. Não somos considerados com professores, somos considerados auxilares de desenvolvimento infantil, educadores 1 e 2 e educadores setor 1 e 2”, relata o professor Luciano Machado.
O educador afirma que esta não é a primeira vez que recorrem ao poder executivo. “Já recorremos à prefeitura, Secretaria da Educação e vereadores, mas não foi tomada ainda nenhuma providência para nós educadores e demais funcionários, e deixou em alto que é responsabilidade dos direitos da creche, eu não concordo”. Segundo Luciano, as creches tentam alinhar o máximo que podem, mas para que esses direitos sejam equiparados, são necessários que os recursos sejam empregados pelo Município.
“A partir de quando a secretária Márcia Gatti assumiu como secretária da pasta, não ouviu ninguém e não nos apoiou em nenhum momento. Ainda, fechou seu gabinete para que nós não conseguíssemos falar com ela. É muito difícil, porque nas outras administrações era muito fácil falar com os secretários da Educação, agora [ela] só fala com seus secretários”, destaca Machado.
Luciano aponta que os educadores responsáveis pela sala deveriam ser registrados como professores e o educador de apoio pedagógico como educadores, que seria o certo. Ele finaliza: “Esperamos que a Prefeitura/Secretaria possam atender nossos pedidos, nossas reivindicações, e as demais que foram feitas na paralisação das educadoras no ano passado. Continuaremos com a paralização até tomar uma decisão e nos ouvirem, se não acontecer, iremos organizar uma greve geral”.