“Os moradores teriam que ter um horário exato em que o lixo faz a coleta, ou alguma forma de ser comunicado o horário que o lixeiro vai passar”, cita Antônio Fagioni, morador de Franca. Mais uma vez, o descarte irregular de lixo e a falta de providências do poder público gera revolta em populares.
Um dos casos se inicia próximo do Condomínio Solar dos Nobres e se estende até o final da rua Fernando Faleiros de Lima, entre o Centro e o bairro São José. Segundo os moradores, põe-se o lixo na rua e os sacos plásticos começam a ser rasgados, esparramando o lixo pela via. “Tem uma série de moradores de rua que vão rasgando os lixos, algumas pessoas que pegam esse lixo e começam a mexer e virar essa situação difícil”, afirma Fagioni.

De acordo com ele, houve um contato com a prefeitura e, alguém da Secretaria de Meio Ambiente, alegou que poderia buscar somente em um ponto rua. “Eu falei: ‘mas é a rua inteira’. Ele falou: ‘não, é só num ponto. Uma pessoa pode pedir apenas num local'”. Fagioni insistiu: “Mas a rua inteira está com lixo, com pedaço de guarda-roupa, pedaço de sofá, pedaço de resto de lixo amontoado no canto da calçada…” No entanto, a Prefeitura teria deixado claro que pegaria apenas em um ponto, ficando agendado pro dia 20 de dezembro.
“Esse lixo aqui deve estar fazendo mais ou menos 30 dias que está no curso dessa rua por completo, porque uma hora está num canto, outra hora está em outro. Não sei se faz coleta, porque não fico em casa, você entendeu? Mas esse lixo é constante na rua”, destaca o morador.
Praça do Canhão
No Prolongamento da Vila Duque de Caxias, pela rua Hermógenes de Melo, a Praça dos Expedicionários (Praça do Canhão) é um outro ponto que virou local de descarte irregular de lixo. “O pessoal não tem consciência, né? A gente em casa separa reciclado, do misto, põe tudo certinho, aí o pessoal joga tudo nas praças, entende?”, afirma João Carlos de Vilhena.
De acordo com João, a praça está um horror. “A Prefeitura vem, limpa, passa um dia e [começa] tudo de novo. Não tem nada a recorrer, não tem nada. Hoje eu estava olhando lá, jogaram isopor. Tem um sofá que tá lá até hoje, um sofá-cama. Tá um absurdo isso aí!”
“A prefeitura mesmo, raramente, vai passar lá. Raramente! Aí é quem passa na rua que cata. O caminhão do reciclado passa toda sexta-feira aqui na rua de casa. Ele não pega! Já fiquei na porta olhando. Ele passa reto e nem olha pro lado daquele lixo lá. Porque não é reciclado, não é lixo… e aí não vai passar mesmo!”
Nota da Prefeitura
Pedimos um posicionamento da Prefeitura a respeito dos problemas destacados na matéria, até o momento, não fomos respondidos. Atualizaremos a matéria no site caso nossa solicitação seja atendida.