O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) realizou denúncia formal em face dos acusados nas operações deflagradas na semana passada, Maré Alta e Castelo de Areia.
No que se refere à Operação Maré Alta, o GAECO ofereceu a primeira denúncia. Nesta peça, eles foram acusados de integrar organização criminosa, lavagem de dinheiro e usura (quando se empresta dinheiro com juros superiores à taxa legal). A denúncia já foi recebida pelo Juiz da 2ª Vara Criminal de Franca.
Conforme pedido do GAECO foi decretada a prisão preventiva de 5 acusados (Bruno, Nata, Wesley, Jean e Douglas). No tocante aos demais, foram impostas medidas cautelares diversas da prisão.
Quanto à Operação Castelo de Areia, o GAECO já ofereceu denúncia também, pelos mesmos crimes e, ainda, pelo crime de corrupção, sendo que a peça acusatória está em análise pelo Juiz da 3ª Vara criminal de Franca. Quanto aos crimes de extorsão, ameaça e tortura, as investigações prosseguem.
Operação Maré Alta
A Operação Maré Alta foi realizada no dia 22 de novembro e cumpriu 10 mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão contra organização criminosa atuante na cidade de Franca. Os trabalhos foram realizados em conjunto com a Polícia Militar.
Investigações apontaram que os alvos agiam na região de Franca emprestando dinheiro a juros exorbitantes e fazendo uso de violência ou grave ameaça às vítimas quando, posteriormente, cobravam o pagamento dos valores. Parte do lucro obtido com o esquema era reinserido no próprio negócio criminoso, enquanto outra era objeto de lavagem de dinheiro mediante a utilização de empresas de fachada e a compra de imóveis e veículos de luxo. Alguns dos envolvidos eram responsáveis pelo financiamento do esquema criminoso.
Operação Castelo de Areia
Dois dias após a primeira, no dia 24 de novembro, nova operação foi deflagrada contra uma organização criminosa em Franca. Em conjunto com a Polícia Militar e a Corregedoria da Polícia Civil, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em Franca e um em Ribeirão Preto, além de sete mandados de prisão temporária.
Ficou evidenciado os crimes mencionados na operação anterior.
As autoridades identificaram também a participação de um ex-policial civil, que iniciou sua colaboração com o esquema quando ainda fazia parte da corporação. Ele se exonerou recentemente.
A quebra dos sigilos bancários dos acusados revelou uma movimentação aproximada de R$ 36 milhões nos últimos três anos.