‘A consciência de uma nação se mede pela atitude de seu povo,
que tendo visão do que existe e daquilo que quer, se une para encontrar seus governantes.’
É o pensamento tirado dos sábios gregos, políticos romanos em papiro
e hieróglifos preservados nos museus da Europa.
Xico Pimenta
A conquista da Democracia plena e do direito à escolha trouxe aos tempos modernos o uso de papéis e escritos com os nomes daqueles que têm condições de liderar e governar as nações. Muito bem, todo esse palavrório é para dar a largada diante de um pleito eleitoral em nossas Três Colinas, onde o enunciado confirma uma posição declaradamente em dúvida, da ampla maioria dos francanos de 16 anos em diante, visando um 2024 bem próximo para daqui um ano, mostrar suas preferências.
REELEIÇÃO
A pesquisa mais recente que abriu as conversas e conchavos foi feita pela Paraná Pesquisas e divulgada pela imprensa francana.
No quadro avaliado é claro que não se pode nem pensar em falar em reeleição, quando ainda era uma cidade com menos de 200 mil eleitores e cai na esparrela de manter um governo petista que sangrou o cofre e ressuscitou um ex-prefeito tido como salvador da tragédia. Mas a mudança gerou criaturas que gostam de usar o cargo passageiro como um permanente posto de se auto vangloriar, apagar a imagem do criador e sufocar quem se dispuser servir como assessor e bajulador de carteirinha.
As figuras desta tragédia são o aposentado Sidnei e o petulante Alexandre.
Quando os primeiros números mostram dúvidas, definido está que o eleitor ou eleitora não querem nem saber de cometer os erros desse amargo passado, quando ainda que tenha dado um intervalo para evitar eleger um deputado de carreira, Gilson de Souza, repetiu-se a tragédia.
A precisão dos números sugere previsões sem paixões, conscientes de que 2024 vai proporcionar uma mudança de figurantes, programas de ação e menos política provinciana que morre por desgaste dos reeleitos…
POR POUCO, QUASE…
Analisando o primeiro turno de 2020, quando 238.124 eleitores participaram e só 143.599 foram válidos, enquanto 24.701 votaram em branco e outra grande fatia preferiu se abster ou anular o voto como fizeram 69.824 eleitores, quase 30% do total. Impressionante o desinteresse que produziu um efeito negativo para a candidata Flávia lancha que venceria no primeiro turno com 35.338 votos, 24,61% do total, superando o ex-prefeito Alexandre Ferreira, quase cassado por ‘impeachement’ quando a Câmara assumiu o papel de legítima representação do povo insatisfeito, com seus erros e um crime imperdoável de contratar falsos médicos no primeiro mandato de 2016 a 2020.
Tão é real esse fato que Alexandre Ferreira foi aliviado pelo voto de seu aliado, Laercinho do Paiolzinho, que se desgastou tanto com isso e nem tentou a reeleição, e hoje negocia gado para amigos na zona rural. Mesmo com os votos do segundo lugar no grupo de oito concorrentes, Alexandre com menos de 20%: 27.772 votos (19,31%), se beneficiaria da subdivisão entre outros seis concorrentes: João Rocha com 18% e 25.760 votos em terceiro lugar quase iria ao 2ªº turno por 1% a menos, e a partir do candidato do PSDB Adérmis Marini com 15% os quatro outros ficaram também fora do 2º turno.
PANORAMA 2024
Destilando rancor e maldades contra seu criador Sidnei Rocha, o agora prefeito amargou a saída pela porta dos fundos do PSDB que preferiu Marini em escolha aberta e foi se aninhar no MDB do ex-vice Fernando Baldochi, hoje chefiando o Gabinete mas figura apagada e também aniquilado pela soberba de Alexandre. Nem o atual vice, o professor Everton de Paula, levado de um partido pequeno para ser mero figurante, tem espaço para se lançar nem mesmo a vereador, porque é figura apagada e sem brilho.
Usando milhões de verbas de propaganda pessoal e quase nada ‘institucional’, a ganância incontida pelo poder absoluto está em andamento. Só que os números de 2020 significam a comprovação de rejeição que tem e o desapontamento de 76% não querer sequer pensar em reeleição, dando poucas ou nenhuma chance a Alexandre. O que virá por aí, então, a partir de um ano do pleito de outubro de 2024, será trazido ao eleitor-leitor nas próximas edições.