Reportagem Daniel Afonso
Estamos no mês de fevereiro e geralmente o assunto que vamos tratar hoje é lembrado apenas em setembro, durante a campanha “Setembro Amarelo”. A pauta do Momento Verdade vai destacar a valorização da vida e a prevenção ao suicídio; por isso, fomos conhecer mais de perto o trabalho do posto de atendimento do CVV (Centro de Valorização da Vida) em Franca.
Com atuação desde 1981, o centro é uma entidade sem fins econômicos, que presta de forma gratuita, o atendimento de apoio emocional a todas pessoas que estão passando por dificuldade ou com ideia suicida. Os voluntários atendem pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, seja por telefone 188, chat 24 horas ou presencial. Em Franca, há 25 voluntários no momento.
Durante a reportagem, a voluntária Ana Lúcia Guilherme, explicou que este tipo de ajuda vem de todos os lados, seja da pessoa que está enfrentando uma situação ou do membro da família. Ela explica que através do 188 o atendimento ocorre em todo País, mesmo onde não há unidade do CVV.
No CVV de Franca, na rua Carlos do Carmo, 490, no bairro Cidade Nova, o horário de atendimento é das 14 às 18 horas com os voluntários que revezam e ficam à disposição para oferecer ajuda. “É totalmente confidencial e são atendidos por voluntários treinados e capacitados na arte de ouvir e dar este apoio emocional”, explicou.
A meta do centro é dobrar o número de voluntários. Sendo assim, ele está com inscrições abertas para o curso de voluntários, que ocorrerá nos dias 7 e 8 de março. Para participar, os interessados devem enviar um e-mail para franca@cvv.org.br.
Neste curso, uma espécie de laboratório, os voluntários explicam de forma intensiva, conceitos e práticas com simulações de pessoas problemáticas, como que ocorrem as conversas, e daí esse aluno deverá se identificar com essa proposta. Passando por essa etapa, ele é avaliado até ser considerado apto para ser um voluntário do centro.
Saúde Mental
Além dos plantões do CVV, no setor público, o atendimento acontece pelo departamento da Saúde Mental da prefeitura. A terapeuta ocupacional Karina Arantes explicou que é feita algumas parcerias com o centro, porém existe um trabalho à parte. “Trabalhamos a prevenção durante todo ano em todas as unidades através dos grupos. Muita coisa legal tem sido feita nesse aspecto. Fazemos o matriciamento nas unidades básicas, com objetivo de evitar ao máximo o encaminhamento para a especialidade”, ressaltou.
Em breve será iniciado um trabalho com alunos da região norte. Enquanto isso, existe o grupo condutor da RAPS (Rede de Atenção Psicossocial), que realiza reuniões bimestrais com participações de vários segmentos da rede pública e privada. A próxima reunião é aberta e será dia 11, às 8 horas no salão azul da Secretaria de Saúde.