André Pedroso, candidato a deputado federal, explicou que o partido do PTB dividiu o dinheiro do fundo partidário entre os candidatos, mas desde o início ele se comprometeu em devolver o valor recebido para os cofres públicos. Segundo ele, cada candidato receberia R$ 100 mil em quatro parcelas de vinte e cinco mil, do fundo, para serem gastos com a campanha durante as eleições, porém André já havia recusado o recebimento. Por questões de igualdade entre os candidatos o partido transferiu a sua primeira parcela, sem a anuência de André, o que levou ele a tomar a decisão de devolver para a mesma conta de origem.
“Todo mundo está me questionando sobre o motivo que me levou a tomar essa decisão, já que têm candidatos gastando quase um milhão de reais dos recursos públicos com santinho e sabe se lá mais o quê, porque é um exagero um candidato gastar tanto dinheiro assim em 45 dias. Dinheiro que poderia ser investido na compra de remédios, livros educacionais, uniformes para as nossas crianças. Eu tenho o direito de receber porque é legal, mas não acho que é moral”.
Ele explica que sempre criticou a criação dessa lei, por isso entende que seria hipocrisia da sua parte usar o dinheiro público. Pedroso esclarece que os 4,9 bilhões de reais gastos em campanha a cada dois anos deveriam ser destinados à construção de escolas, unidades básicas de saúde, pavimentação de rodovias e muitas outras necessidades dos cidadãos brasileiros.
O candidato ainda relata que chegou ao seu conhecimento que alguns políticos até assinaram cartas declarando que não usariam o dinheiro do fundo eleitoral e agora estão fazendo uso do recurso, mas destaca que prefere dormir com sua consciência tranquila a imaginar que falta o alimento da merenda porque foi gasto com papel de campanha.
“Eu não sou político profissional, tenho a minha empresa e sobrevivo disso, e não entrei na política para receber vantagens ou benefícios, eu entrei para ser diferente dos que estão lá, então não faz sentido agir como eles quando eu defendo a mudança. Precisamos de uma renovação não só de pessoas no Congresso Nacional, mas de conduta, de caráter” – destacou o candidato.