Reportagem Fernando de Paula
Um casal de Franca foi condenado a mais de nove anos de prisão por lavagem de dinheiro proveniente da falsificação de cosméticos, no âmbito da operação “Reparação Absoluta”, que foi deflagrada pela Polícia Civil e pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO) de Franca em 2017. O casal pode recorrer em liberdade, porque são réus primários. Os acusados negam envolvimento no crime.
Na decisão foram mencionados documentos apresentados no processo, que comprovam que os acusados abriram uma empresa em nome de um laranja, com a intenção de dissimular e ocultar valores da venda de cosméticos falsificados.
Eles teriam movimentado quase R$ 230 mil, além de outras transações financeiras em pelo menos nove contas diferentes. A compra de dois veículos estariam ligadas à prática criminosa, de acordo com a acusação.
A operação
Foi em julho de 2017 que a operação “Reparação Absoluta” foi deflagrada em Franca. A investigação apontou que cosméticos das marcas L’Óreal, Revlon e Silicon Mix, eram pirateadas e vendidas pelo casal, que abriu ainda contas em nomes de laranjas para esconder a grande movimentação financeira irregular.
A quadrilha entrou na mira do Ministério Público Estadual ainda em 2016, após várias denúncias de representantes das empresas falsificadas e também de consumidores.
Um ex-sócio do esquema também procurou a polícia civil no terceiro distrito, para denunciar que estava sendo extorquido pelo casal, o que ajudou na condução das investigações na época.
Na operação foram realizados 20 mandados de busca e apreensão e cinco de condução coercitiva. Entre os presos estava um médico cardiologista.
Foram cumpridos mandados em Franca, Batatais, Restinga, Sertãozinho, Bariri e em Leme. Ao todo 25 pessoas são suspeitas de fazerem parte da quadrilha de falsificação dos cosméticos. Segundo a promotoria, cada integrante trabalhava em um setor da organização, desde a identificação das fórmulas dos produtos, até a fabricação de embalagens semelhantes as dos originais.