Fernando Lima
O Grupo de Apoio e Combate ao Crime Organizado (GAECO) de Franca, deflagrou nesta quarta-feira (22), a operação “Noteiro”, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro vindo de jogos de azar.
O promotor Paulo Carolis, explicou que empresas legalizadas, usavam declarações de movimentações financeiras legais, para lavar o dinheiro que vinha dos jogos ilegais. A prática teve início em 2017 e o período investigado compreende até 2021.
“O esquema aproveitava-se da constituição de empresas formais que, ao realizarem negócios entre elas e emitirem documentos fiscais referentes às transações, acobertaram movimentação financeira decorrente da exploração de jogos”, informou.
Segundo as investigações, o dinheiro lavado foi diluído no tempo e nas empresas criadas que prestavam atividades de venda de noteiros (validadores de cédulas) para estações de acesso à internet, bem como locação de referidas instalações, com posterior branqueamento por empresas de veículos, construtoras e diversas outros ramos.
“Os integrantes da organização criminosa estão sendo investigados em dois procedimentos investigatórios criminais do GAECO e as cautelares deferidas pelos juízos respectivos determinaram, além das buscas, o sequestro de todos os bens dos investigados, dentre contas bancárias, veículos, imóveis e outros ativos com valor econômico”, informou o Ministério Público.
A operação Noteiro contou com uma verdadeira força tarefa, com 24 Promotores de Justiça, 33 servidores do Ministério Público, 40 Auditores Fiscais, oito Delegados de Polícia, 95 Policiais Civis e 156 Policiais Militares.
Foram cumpridos 76 mandados de busca e apreensão nos municípios de Barueri, Francisco Morato, Santana de Parnaíba, São Paulo, Campinas, Itatiba, Itupeva, Itaquaquecetuba, Piracicaba, São Pedro, Ribeirão Preto, Guarujá, Praia Grande, Barretos, Franca, Miguelópolis, Nuporanga, Rifaina e São Joaquim da Barra.
No total 33 empresários são investigados, materiais como celulares, computadores e documentos foram apreendidos, além de R$ 300 mil em espécie. Tudo isso será agora analisado pelo Gaeco, que prossegue com a investigação.
Os envolvidos podem responder por lavagem de dinheiro e organização criminosa.