Foi condenado a quase 18 anos de prisão em regime fechado, o promotor de vendas Antônio Rodrigues, de 34 anos, ele confessou o assassinato da ex-namorada Jéssica Carloni, em fevereiro de 2020. A sentença foi decidida por um júri composto por sete pessoas, que foram sorteadas em um grupo de 25 candidatos.
Durante o julgamento, os jurados ouviram as testemunhas de defesa e de acusação, além do advogado de defesa do réu e a acusação, feita pelo Ministério Público.
Antônio está preso desde o dia do crime na penitenciária de Franca, a defesa informou que vai recorrer da decisão.
O julgamento teve início por volta das 9h, no Fórum de Franca, o réu foi ouvido por volta das 10h. Nas palavras dele, Jéssica Carloni era extremamente ciumenta e o provocava com vídeos e fotos dela se relacionando com outros homens, o que foi refutado pelo Promotor do Ministério Público, que afirmou que pediu estas fotos e estes vídeos, mas que os mesmos não foram apresentados pela defesa.
Na versão apresentada o acusado ressaltou o tempo todo que tentava seguir a vida sem Jéssica, mas que a mesma não o deixava em paz, com provocações, brigas e ciúmes excessivos.
Antônio afirmou ainda que no dia do crime, foi até a chácara a convite de amigos em comum, e que quando chegou no local a vítima passou a provocá-lo, dançando com outros homens e verbalmente, o que também foi contestado pelo M.P. “Eu decidi sair e ir embora, meu carro estava do lado de fora da chácara. Quando cheguei no carro vi a faca, aí já não me lembro de mais nada, é como se eu tivesse tido um apagão. Quando eu sentei e vi ela sem vida, eu pensei no que tinha feito. Meus amigos que mandaram eu ir embora. Eu saí pela cidade mas estava sem rumo, estava perdido. Tanto que quando a polícia me parou, eu nem ofereci resistência, já me entreguei”, contou.
A irmã de Antônio também foi ouvida, ela respondeu perguntas da acusação, defesa e também do Juiz. A mulher afirmou que o irmão não é violento, que ele agiu provocado pela vítima. “Ele não é este monstro que estão falando, ele é um pai apaixonado pela filha, e ela não o deixava em paz. Quem está com uma medida protetiva, pede para dormir junto? Não”, afirmou ela.
Um dos momentos mais tensos do julgamento, foi quando uma amiga da vítima prestou depoimento como testemunha. A mulher pediu para que Antônio fosse retirado do local, já que ela tinha medo dele. “Ele é alto, forte e impõe medo. No dia do crime ninguém queria ele lá, ele não foi convidado. Quando ele chegou a Jéssica chegou a dizer que ia embora, mas os amigos disseram pra ela que se ele viesse para agredi-la, os amigos a protegeriam, mas não foi o que aconteceu. Ela não imaginava que ele ia matá-la, que ele pudesse agredir sim, mas não isso. Ele é um monstro, chutou a cabeça dela, esfaqueou diversas vezes e depois ainda voltou, xingando e dando mais facadas. Nós nos afastamos porque estávamos com medo, mas eu vi tudo e por isso decidi, mesmo com medo, vir aqui prestar depoimento. Eu quero justiça”, declarou.
Foi no dia dois de fevereiro de 2020, que Antônio Rodrigues, chamado de “Buiú”, matou a ex-namorada dele, Jéssica Carloni com pelo menos 15 facadas. Os dois estavam em uma festa em uma chácara no Residencial Zanetti, na zona sul. Segundo a Polícia Civil, Jéssica chegou primeiro, horas depois o ex-namorado do qual ela estava separada há cerca de um ano chegou.
Ela tentou ir embora, mas foi convencida por amigos a continuar na festa. Por volta das 17h o autor foi até o carro dele de onde voltou com uma faca, primeiro ele golpeou a vítima pelas costas, e já caída, Jéssica foi alvejada várias vezes até morrer.
Testemunhas saíram do local gritando por socorro, e a polícia foi acionada. O autor chegou a ficar sentado próximo ao corpo da ex por alguns minutos, e depois saiu.
Ele foi preso na zona norte da cidade, após levado para a delegacia onde foi ouvido e recolhido ao sistema prisional de Franca.