A Câmara de Franca aprovou um questionamento do vereador Marcelo Tidy (DEM), sobre a falta de manutenção das instalações do Parque dos Trabalhadores, na zona norte da cidade. Ele questiona ainda o destino que vai ser dado ao local, que está abandonado.
Gilson Pelizaro (PT) creditou a falta de manutenção do espaço público em função de divergências políticas. “Tudo porque foi uma obra feita no governo do Partido dos Trabalhadores. Às vezes em Franca, uma cidade grande, mas tem muitos políticos que pensam pequeno, que não são republicanos, que não pensam no povo. O Parque dos Trabalhadores era para ter quadras de futebol, pista de caminhada, lagoa de pesca, tem lá uma área de reserva ambiental que poderia ter sido feito trilhas, tem lanchonetes, que infelizmente virou sucata”, lamentou.
O vereador Della Motta (PODE) sugeriu a formação de uma parceria público privada para revitalizar e administrar a área. “Ali é um parque Ibirapuera aqui em Franca, principalmente para a zona oeste da cidade”, pontuou.
“Eu espero que em breve eu possa estar vindo aqui enaltecendo o trabalho da secretaria, que cuida tanto do Poli quanto do Parque dos Trabalhadores”, declarou o autor do Requerimento, vereador Tidy, que completou pedindo que sejam disponibilizadas equipes para cuidar dos parques públicos.
Um dos assuntos que repercutiu durante o período da ordem do dia da sessão ordinária foi o Requerimento também de autoria do vereador Marcelo Tidy que pede informações da Prefeitura sobre o andamento do processo de aquecimento e reforma da piscina do Ginásio Poliesportivo. O parlamentar indagou os motivos da demora em solucionar a questão. “Em 2018, 2019 e 2020 não resolveram o problema da piscina que era na gestão passada e agora nós estamos em 2022 e até hoje não foi feito a licitação de forma adequada para que fizesse a reforma. Gostaria aí que tivesse um carinho e uma dedicação mais eficaz para reformar a piscina. Os pais dos alunos já nos procuraram várias vezes’, disse o parlamentar.
De autoria do vereador Gilson Pelizaro (PT), foi aprovado o requerimento solicitando informações da Prefeitura sobre as obras de revitalização da bacia do córrego Engenho Queimado, na zona oeste do município. Gilson pediu uma investigação detalhada dos motivos que levaram ao atraso na entrega das obras: “É um recurso que veio do governo Dilma. Os prazos de término da obra estão lá na placa. É uma vergonha”, declarou.
O parlamentar disse ainda que é necessário a responsabilização dos agentes públicos causadores do atraso. “Precisa haver responsabilidade de quem deixou a coisa correr frouxo. A obra está aí. O Ministério Público está acompanhando. Precisa ir atrás de quem deixou correr frouxo, porque tinha dinheiro na conta e não conseguiram gastar o dinheiro para fazer a obra”, argumentou.
“Aquelas manilhas que foi deixando lá no meio do mato, aquilo lá é um descaso, é um descaso com o dinheiro público”, argumentou Zezinho Cabeleireiro (PP). O vereador Della Motta (PODE) se manifestou a favor da conclusão dos serviços e disse que muitos moradores do entorno do córrego chegaram a perder seus bens em virtude de alagamentos ocorridos na região. O parlamentar questionou os motivos de não priorizar obras públicas em regiões do município que estão em crescimento, como as periferias. “Parece que obras na periferia tem uma dificuldade para serem feitas. E aí a nossa cidade está crescendo exatamente para aquele lado de lá. O fluxo de pessoas aumento muito”, justificou.