Dia 1° de outubro é lembrado como o “Dia do Idoso”, a data visa chamar a atenção para a importância da proteção deste público. A coordenadora da Comissão da Pessoa Idosa e com Deficiência da OAB de Franca, Cristiany de Castro, que também é Diretora Social da Federação das Apaes, avaliou que este dia é também de reflexão, principalmente sobre políticas públicas voltadas para essas pessoas.
“Temos que refletir o quanto precisamos avançar na garantia dos direitos dos idosos, a população está envelhecendo e ainda falta envelhecer com dignidade, faltam políticas públicas que garantam isso, trazendo como consequência qualidade de vida”, ponderou.
Para Cristiany a lei e os direitos são bem colocados, mas o problema é justamente na hora da prática. “Tem muita teoria mas falta funcionar de fato. O próprio Estatuto da Pessoa Idosa, lá tem a norma completa, direito em várias áreas mas ela não se aplica verdadeiramente no dia a dia, especialmente nas áreas de saúde e de lazer, mas podemos citar também os problemas em relação a renda”.
Na avaliação a advogada ressaltou ainda que falta uma valorização da própria sociedade, que não enxerga na pessoa que está envelhecendo alguém capaz de ser produtivo. “Precisamos de empatia, respeito, precisamos de agentes políticos olhando para esses segmentos, o Executivo o Legislativo precisam de ser garantidores de direitos para esse público também. Todos nós um dia vamos chegar lá não é verdade? Empatia e respeito, este é o caminho”, finalizou.
O Lar de Ofélia em Franca, que faz parte da Fundação Espírita Judas Iscariotes, atende 170 idosos, levando qualidade de vida e dignidade para quem está na terceira idade. O presidente Cloves Plácido Barbosa, afirmou que os lares de longa permanência são uma realidade muito antiga do Brasil, eles proporcionam o serviço de convivência que é fundamental para o idoso.
“Temos que refletir todos os dias, afinal todos nós estamos envelhecendo, precisamos dar valor a essas vidas agindo principalmente em políticas públicas. Este tipo de serviço do lar de acolhimento é muito relevante, nem todos os idosos possuem um vínculo familiar, muitos foram rompidos por diferentes motivos, aqui ele volta a ter dignidade e uma qualidade de vida que merecem”, finalizou Cloves.