O fechamento de 25 leitos para o tratamento da Covid-19 em Franca, pegou muita gente de surpresa, já que não houve aviso prévio sobre o assunto. No total foram 22 leitos de UTI e mais três de enfermaria, que estavam no Ambulatório Médico de Especialidades (AME), desde o mês de fevereiro deste ano.
A retirada dos mesmos já fez com que a taxa de ocupação geral dos leitos, levando em conta os particulares, subisse na cidade de 52% para 69%, de um dia para o outro. O Jornal Verdade questionou o Governo do Estado sobre o assunto, e em resposta eles afirmaram que a medida já estava no planejamento, principalmente pela necessidade do AME retomar os atendimentos de rotina.
O AME (Ambulatório Médico de Especialidades) de Franca retoma seus atendimentos ambulatoriais a partir de 1º setembro, com a queda da demanda do hospital de campanha dedicado à COVID-19 e da baixa ocupação de leitos na região – hoje, de 39,3% em UTI e 18,3% em enfermaria.
O serviço hospitalar foi implantado pelo Governo do Estado de São Paulo para atender casos graves da COVID-19 na segunda onda da pandemia, e atendeu 261 pacientes da região de Franca.
A partir de agora, o AME fará toda a readequação do local até o final de agosto, e a partir do próximo mês volta a oferecer consultas médicas e não médicas em 19 especialidades, exames e procedimentos de menor complexidade, mediante agendamento. Serão ofertadas mais de 6 mil consultas, 15 mil exames e cerca de 570 cirurgias ambulatoriais.
O hospital de campanha foi aberto em fevereiro de 2021, com o atendimento exclusivo de COVID-19 com 25 leitos, sendo 22 de UTI e 3 de enfermaria. Em média, 70,8% dos hospitalizados tiveram alta após recuperação plena graças ao tratamento ofertado no local.
A desmobilização deste serviço foi programada em função da queda nos indicadores da pandemia no Estado, e eventuais casos de COVID-19 da região que precisarem de atendimento terão assistência garantida por meio do direcionamento a outros hospitais de referência.