Um idoso de 78 anos com Alzheimer e outros problemas de saúde, teve que esperar mais de 5 horas para ser testado no Centro de Testagem Rápida da covid, do Pronto Socorro Municipal Doutor Álvaro Azzuz. A nora dele, Edna Belizaria, chegou a chamar a Polícia Militar por conta da situação.
Ela contou para o Jornal Verdade que chegou na unidade antes das 8h, e foi informada que não tinha profissionais para testar o sogro, apenas após às 13h. “Eu moro no Santa Maria, muito longe e não tinha condições de ir lá e voltar. Tivemos que esperar, mas deu a hora e nada de abrirem. Eu perguntei e me disseram que não tem previsão de abrir. Não tenho condições de ficar aqui esperando por mais tempo, meu sogro é idoso, tem vários problemas de saúde, Alzheimer, está sem almoço e eu não sei o que faço”, desabafou.
A francana contou ainda que chamou a Polícia Militar por conta da situação, já que estava sem qualquer tipo de resposta. “Eu não tenho condições de voltar aqui amanhã, já perdi um dia de trabalho para estar aqui e ninguém me dá satisfação alguma. Isso é desumano”, finalizou.
Após a chegada da polícia o Centro de Testagem Rápida foi aberto. O homem sentou em uma das cadeiras destinadas para idosos com atendimento preferencial.
Do lado de fora a fila com pacientes aguardando por testagem só aumentava, inclusive gerando aglomerações. “É uma falta de respeito o que fazem com a gente aqui. Minha mãe tem diabetes, precisa de comer na hora certa e estamos aqui aguardando sem qualquer tipo de satisfação, chegamos ao ponto de ter que chamar a polícia”, desabafou a sapateira Camila Ferreira que acompanhava a mãe dela na fila.
A Prefeitura de Franca informou ao Jornal Verdade que a situação foi pontual, já que houve a necessidade do remanejamento de profissionais da saúde para o atendimento no interior do P.S., por conta da grande demanda e complexidade dos casos.