O Ambulatório Médico de Especialidades (AME), de Franca, deve receber mais 10 leitos de UTI para o tratamento da Covid-19 até a sexta-feira da semana que vem. A informação foi confirmada pela Prefeitura de Franca.
De acordo com o Executivo, o prefeito Alexandre Ferreira participou de uma reunião virtual em caráter de emergência, que contou com a presença de José Rubens Plates, procurador da República do Ministério Público Federal, os promotores Christiano Corrales de Andrade e Túlio Vinícius Rosa, do Ministério Público Estadual, representante da Defensoria Pública, Lucy Joazeiro, diretora da DRS VIII (Diretoria Regional de Saúde) e o administrador do AME Franca, Vilmar da Silva.
Durante o encontro, as autoridades foram unânimes em reafirmar a necessidade de um trabalho conjunto entre os órgãos para a abertura de mais 10 leitos de UTI, por conta do aumento na procura pelo atendimento no Pronto-Socorro Municipal “Dr Álvaro Azzuz”, o número de casos confirmados e óbitos de Covid-19.
De acordo com Ferreira, o Pronto-Socorro Municipal, referência para os atendimentos públicos da Covid-19, está no limite e diante desta situação, autorizou a abertura de mais seis leitos de enfermaria na unidade, que passou a contar com 32 leitos de enfermaria e 8 tipo UTI.
“Estamos todos, juntos, trabalhando para abrir mais 10 leitos de UTI, no AME de Franca, até sexta-feira da próxima semana e começaram a funcionar mais 6 leitos de enfermaria no Pronto-Socorro. Seguimos precisando muito da colaboração de todos”, confirmou o prefeito.
Comitê de Emergência Hospitalar
Uma reunião com representantes dos hospitais particulares de Franca e do Pronto-Socorro Municipal “Dr. Álvaro Azzuz” foi realizada no gabinete nesta semana. Foi realizada uma avaliação conjunta para intensificar as medidas para o enfrentamento da Covid-19. Durante o encontro, foi instituído o Comitê de Emergência Hospitalar para a cooperação mútua entre os hospitais e para que, juntos, sejam buscados os caminhos que possam garantir o atendimento da população. Assim como está sendo registrado em todo o país, Franca também enfrenta dificuldades para aquisição de medicamentos, contratação de profissionais de saúde, além de insumos hospitalares e oxigênio que caminham, rapidamente, para o limite.