Os Departamentos de Estradas de Rodagem de São Paulo (DER-SP) e Minas Gerais (DER-MG) liberaram, nesta quarta-feira (1º), por volta das 18h, o tráfego na ponte Volta Grande, sobre o Rio Grande, na divisa entre os dois estados – através de Miguelópolis (SP) e Conceição de Alagoas (MG). A reabertura ocorreu após a conclusão das ações emergenciais de reforço estrutural, executadas de forma integrada pelas equipes técnicas das duas autarquias. Construída em 1974 e com 540 metros de extensão, a ponte constitui um elo estratégico para a ligação entre Minas Gerais e o interior paulista, especialmente para o acesso a municípios como Barretos. A liberação do tráfego restabelece uma conexão vital para o deslocamento diário de milhares de pessoas e para o escoamento da produção agrícola e industrial da região.
As intervenções foram adotadas após vistorias técnicas identificarem fissuras e comprometimento em quatro pilares da estrutura, exigindo atuação imediata para garantir a segurança dos usuários. Em um trabalho conjunto, os departamentos mobilizaram equipes especializadas para executar os serviços de estabilização, concluídos em 16 dias. As intervenções executadas asseguram condições adequadas de segurança e durabilidade até a definição das medidas que serão adotadas pelos departamentos estaduais.
Intervenções executadas
Os serviços de reforço estrutural contemplaram quatro pilares da ponte, com a instalação de anéis metálicos. Esses dispositivos atuam no confinamento do concreto, elevando sua resistência e capacidade de suporte.
O sistema foi complementado com travamentos por meio de barras protendidas, posteriormente envelopadas, proporcionando maior rigidez ao conjunto estrutural e melhor desempenho frente às solicitações de carga.
Quanto às manifestações patológicas, as fissuras identificadas foram tratadas com injeção de resina, técnica que promove a recomposição do concreto, além de vedar as trincas e impedir a infiltração de agentes agressivos, contribuindo para a mitigação de processos de corrosão das armaduras.
Ao todo, foram instalados 56 anéis nos quatro pilares, com o objetivo de garantir a durabilidade do reforço executado e manter níveis adequados de segurança aos usuários até a execução das intervenções definitivas. Trata-se, portanto, de uma solução emergencial de caráter paliativo, adotada para a estabilização da estrutura no curto prazo.