Por Pedro Maia
Editor-chefe
O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Calçados de Franca (STICF) rejeitou a proposta de reajuste salarial de 6,79% enviada pelo Sindicato das Indústrias de Calçados de Franca (Sindifranca), o patronal. A assembleia ocorreu na última quinta-feira, 26 de março, com cerca de 350 colaboradores presentes.
Reivindicações
A categoria reivindicava as percas, o índice do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), mais 3% de rotatividade e 5% de aumento real, além da manutenção de todas as cláusulas da convenção coletiva, o vale-alimentação e a extensão dos dias que possuem para acompanhamento de filhos de até 10 anos ao médico.
“Quando a gente começou esse processo de negociação, a gente via a possibilidade do vale-alimentação ter uma aceitação nessa campanha salarial, porém ela foi descartada pelo sindicato patronal. O sindicato patronal colocou que não passou na assembleia deles, então não teve acordo para o vale-alimentação”, declarou Wellington Paulo de Oliveira, presidente do STICF.
Em reunião com a diretoria e após apreciação da assembleia, determinou-se a formulação de uma contraproposta junto ao Sindifranca. “A gente acha que é importante para a categoria manter a discussão do vale-alimentação, né? Porém, a gente repassou uma outra proposta, que seria 8% de aumento, de reajuste, mais 130 horas de PLR (Participação nos Lucros ou Resultados)”, ressaltou Wellington.
Estado de greve
Ainda na assembleia, os trabalhadores votaram o Estado de Greve com 100% de aprovação. Entretanto, ainda não há data específica para tal, prosseguindo as reuniões junto ao sindicato patronal a fim de se chegar a um acordo.
“Não tendo um acordo, aí sim a gente vai mapear alguma empresa onde dê para a gente construir uma greve com os trabalhadores. Também já discutimos uma nova data para a assembleia, que vai ser dia 9 de abril. Então a gente tem alguma data aí ainda com o sindicato patronal para poder se reunir e ver se avança nessa nova proposta que a gente deixou. Não avançando, aí sim a gente parte para a greve”, destacou Oliveira.